A principal singularidade do projeto MOSTRAPE é focar no potencial e talento de jovens escritores e investir em seu crescimento profissional. Em três anos de atividades fez vitrine para centenas jovens escritores, sendo o maior projeto com este foco no estado. Em outubro inicia sua 4ª edição com uma circulação por treze municípios apresentando mais de sessenta novos escritores.

Entre 2012 e 2014 mais de 350 jovens do novo cenário artístico do estado se apresentaram nos mais de 60 eventos realizados pelos produtores recifenses Alexandre Melo e Hudson Wlamir, via produtora Nós Pós. É o principal projeto no estado a proporcionar um cenário de visibilidade prioritária durante todo o ano a novos escritores, músicos atores, artistas visuais etc. Nesta amplitude, o projeto inseriu no cotidiano cultural da RMR as manifestações literárias das quatro Macrorregiões do estado, tendo trazido para a capital mais de 30 poetas de 20 municípios interioranos da Zona da Mata, Agreste e Sertão.

A 4ª temporada do MOSTRAPE reativa este cenário de movimentação e visibilidade, trazendo como novidade a democratização dos eventos e a priorização de ações em espaços educacionais no interior do estado. Serão ocupadas 13 escolas e universidade públicas e bibliotecas de 12 municípios da Zona da Mata, Agreste e Sertão. As mostras acontecem em diversos formatos: recital, espetáculo literário, leituras, jams poéticas, entre outros, sendo todas gratuitas.

A abertura do projeto acontece em Lagoa dos Gatos no festival literário Festa da Palavra, dia 15/10. Em seguida o MOSTRAPE segue para Vitória de Santo Antão e daí para os municípios de Moreno, Tamandaré, Bezerros, Garanhuns, Vertente do Lério, São José do Egito, Sertânia, Tabira, Buíque e Arcoverde.

O encerramento do projeto acontece em abril de 2017 na Biblioteca Pública Estadual (Recife), com o lançamento de uma Antologia Literária nos formatos digital (PDF) e braile, reunindo textos dos autores que participaram da circulação.
Pernambuco é uma fábrica de escritores. De uma ponta a outra do mapa surge, constantemente, novos poetas e prosadores.  Desta forma, investir na base de nossa cadeia criativa e na formação de público leitor entre adolescentes e jovens tendo sempre em vista a inclusão social (acessibilidade) é imprescindível para manter nossa cultura pulsante e é este papel que o MOSTRAPE se propõe a cumprir nesta sua quarta edição.

O projeto MOSTRAPE ITINERÂNCIA ESTADUAL é uma realização da produtora Nós Pós, através dos produtores Alexandre Melo e Hudson Wlamir. Tem incentivo FUNCULTURA, FUNDARPE, Secretaria de Cultura e Governo do Estado.


SERVIÇO:
MOSTRAPE ITINERÂNCIA ESTADUAL
Mostras literárias nos municípios de Recife, Moreno, Tamandaré, Bezerros, Garanhuns, Vertente do Lério, Lagoa dos Gatos, São José do Egito, Sertânia, Tabira, Buíque e Arcoverde.
De outubro de 2016 a abril de 2017
Gratuito

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VARAL DE POESIA

Desertos medonhos.
Caminhos distantes.
O bulício do antes.
Queimando na alma.
Estradas penosas.
Léguas cansativas.
E as mágoas vivas.
Tirando-me a calma.

Os pés já cansados .
Pela caminhada.
Em busca do nada.
Só sinto o vazio.
De nada valeu.
Meu nobre caminho.
Me sinto sozinho.
Nas noites de frio.

O tempo mesquinho.
Me fez covardia.
Me trouxe agonia.
Enquanto eu brincava.
Roubou minha face.
Tirando o vigor.
Matando uma flor.
Que desabrochava.

Findei como barco.
Que vaga sozinho.
Em redemoinho.
Longe da partida.
Em ondas bravias.
Me vejo já morto.
Sem cais e sem porto.
Nos mares da vida.

Foram tantos sonhos .
E tanta esperança.
Um brincar de criança.
Que tem liberdade.
E o tempo covarde.
Tirou meu viver.
Levou meu prazer.
Me trouxe saudade.

Pedidos de paz.
Que foram em vão.
E o meu coração.
Vagando a esmo.
Guerra sem fim.
E tantas porfias.
Que nas agonias.
Só tenho eu mesmo.

Me calo por fim.
Pelas amarguras.
E pelas torturas.
Do meu desprazer.
A ti meu deus.
Eu tenho amizade.
Mas tua vontade .
Não posso entender.

Neném de Santa.
São José do Egito-PE

---------- CONHEÇA O NOSSO PROJETO! ---------

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PALAVRA DO ARTICULADOR

Eis que surge um sopro de esperança além do horizonte. A face da juventude se enche de alegria e vigor. O que era apenas utopia, agora começa a dar seus primeiros sinais de um sonho possível. As possibilidades surgem. O verde renasce no chão ressequido e, de repente, a esperança pinta o quadro do tempo.
O Movimento “Por Mais Cultura” se torna um dos diversos sinais da esperança. É como o vento que impulsiona o moinho a jorrar água para tantas pessoas. É um grupo da diversidade: diversos sons, diversas cores, diversas vozes que se somam numa só voz. Um grande quadro onde todos colocam suas digitais como forma de protocolar os seus clamores e assinar um grito entalado na garganta da juventude brasileira. É um grupo que grita e incomoda quando se sente incomodado. É um grupo que diz “não” diante da demanda do “sim” no mundo moderno. É um grupo de jovens protagonistas do seu próprio tempo.
Um mito nos diz que não se deve falar de política, religião e futebol. Mas porque não? Por que não declarar sua opinião diante das injustiças políticas? Por que não desconstruir tradições, dogmas e imposições? Por que temos que torcer quando não há razão para quê? A juventude deve ser o grande diferencial na mudança social de um país. A força motora pensante e praticante. Os caras pintadas de antes são caras novas hoje, mas que gritam contra a mesma máquina injusta.

Surge um novo sopro... é a JUVENTUDE despertando!

Felipe Júnior
movimentopmc@gmail.com

TV POR MAIS CULTURA

PRA PENSAR...

"Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar."

Cássia Eller

POSTAGENS

NAS VEIAS DA POESIA

Rei é rei, nunca perde a majestade,
Ele tem do Nordeste a sua marca,
A sanfona fez dele esse monarca
Apesar de ser simples de verdade,
O aboio estridente na cidade
Como um grande trovão se ecoava,
Em seu peito insuflado, transbordava
Uma enchente de paz, luz e amor...
Em um leito, sentindo muita dor
Ao invés de gemer, ele aboiava.

Gênio é gênio, até mesmo no sofrer,
Entre os gênios, um gênio que não vejo,
Que mostrou-se um simples sertanejo,
Até mesmo bem perto de morrer
O que os médicos podiam, ali fazer
Se nem mesmo a morfina adiantava?
Mas somente um aboio aliviava
O sofrer do doente tocador...
Em um leito, sentindo muita dor
Ao invés de gemer, ele aboiava.

Foi dos astros daqui, o maior astro
Mas da dor dos mortais não foi isento,
Pernambuco ficou sem seu rebento
E a bandeira soltou-se do seu mastro.
Gonzagão, ao partir, deixou um lastro
Tão divino que o Sol se ofuscava,
Quando a morte o levou no céu brotava,
Em um vaso de luz, mais uma flor...
Em um leito, sentindo muita dor
Ao invés de gemer, ele aboiava.

Bandeira Junior